a little more personal...
domingo, 16 de agosto de 2009 @ 18:43
tá, eu troquei o layout faz séculos e não tive a coragem de vir aqui e dizer, alovose, gostou da nova cara do roseonthegray? (que tá mais pra gray on rose, ficadica). MAAAS, eu sou irresponsável, esquecida e displiscente mesmo. Eu nunca vou ser uma blogueira profissa. Quizá uma escritou profissa. Vou ser tipo a Clarice Lispector. Não doida, claro, mas tipo, ela disse uma coisa legal: profissionais têm uma meta a seguir, eu quero escrever o que eu quero e quando quero. E por isso prefiro me manter amadora. Isso é que é uma citação, gentem! Tá, podem dizer que ela tem o gênio, mas combinemos, de normal, ela não tem NADICA de nada.
Mas então, eu não vim aqui pra falar sobre as loucuras de Clarice Lispector - nem fazer a drama queen, okie? -, na verdade, eu queria falar sobre duas coisas BEM pessoais. Ou nem tanto assim, vai saber.

Pois então, porque casais que seeempre pareceram a perfeição a la final de filme da Disney terminam? Quer dizer, mesmo esses casais que nem são tãão de contos de fadas, ou o principe não é essas coisas todas, eles TERMINAM, cara! Fico tipo passada, eu super acredito nesse lance tampa da panela, sabe? Tudo bem que eu não achei a minha ainda, mas sou perseverante (: Pois então, eu não entendo esses casais que parecem perfeitos juntos, se amam, imaginam a vida inteira juntos e, por causa de uma idiotice, PUF! terminam. acho isso de uma FRIEZA interminável, carã! Tipo, isso é totalmente desanimador pras encalhadas de plantão (tipo, eu!) , porque a gente acaba pensando: se eles não foram feitos um para o outro, das duas uma: ou minha tampa da panela morreu de acidente sem me conhecer, ou essa coisa de alma gêmea não existe. O que é duplamente desanimador. Tipo, pessoas que se amam deveriam ficar juntas eternamnte, sabe? Essa coisa Meredith/Derek só funciona em Grey's Anatomy e novela mexicana, dica. Sabe, deixar o final feliz pra última hora. É isso, só pra mostrar minha indignação, porque ninguém merece mais uma amiga gostosona no mercado de solteiras. (y)

Outra coisa, essa ainda mais pessoal que a outra, que foi só uma coisa tipo 'momento chora'. Eu sempre paro pra me perguntar porque diabos eu decidi fazer cursinho e tentar outro curso. Sério, eu me formaria em 2011, carã! Mas aí eu me lembro que, por toda minha vida, meu sonhos sempre terminavam em eu, vestindo um estetoscópio e um jaleco branco. Não meus soonhos, sonhos desses que a gente tem dormindo, sonhos do tipo divagações sobre o futuro. E, sei lá, toda essa coisa de salvar vidas meio que me encanta. E eu tenho a total noção de que a Medicina não é um mar de rosas. É o exército, é coisa de macho, é hardcore, como diz a Cristina em Grey's. Mas eu gosto de desafios. Eu gosto de fazer coisas que ninguém acredita que eu vou conseguir. Exceto coisas que incluam me machucar, claro, porque eu não sou masoquista, oi. Mas, enfim, você entendeu. Sabe, eu me vejo ali, pegando uma pessoa com 'defeito', e depois de uma coisinha aqui e lá, voilà, ela está como nova de novo. Ou então, conseguir salvar a vida de alguém que acreditaria não poder mais viver. Ser médico é quase como brincar de Deus. Nós temos as vidas das pessoas nas nossas mãos, apesar de não sermos nós quem decidimos se ela vai viver, ou não. Uma vez, há muito tempo atrás, me disseram que pessoas faziam medicina por dois motivos: paixão ou status. Eu acrescentaria mais um: sonho, perseverança, ou esse sentimento de fazer igual quando vimos uma grande descoberta na TV, ou lemos um artigo na Internet. É como poder fazer alguma coisa por um mundo melhor e, ao mesmo tempo, realizar um sonho. Mas, atualmente, Medicina pra mim, é muito mais que um sonho. É um objetivo.

E vestibular taí. Torçam por mim, porque DEUS, se eu passar, eu serei a pessoa MAIS feliz do mundo. E bota feliz nisso.

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